segunda-feira, 26 de março de 2007

amoi black eyed peas

O grupo norte-americano de rap Black Eyed Peas, que recentemente chegou ao topo das paradas graças a uma parceria com Justin Timberlake, acertou duas datas de shows no Brasil.

A banda tocará em 16 de julho no Via Funchal, em São Paulo, e, no dia seguinte, está escalada para o evento Skol Stage Hip Hop, que acontecerá no Píer Mauá, no Rio.

Segundo a organização do Skol Stage (essa é a primeira edição do evento, que promete trazer atrações internacionais ao Brasil), haverá um show de abertura e apresentação de DJs de hip hop brasileiros. Em São Paulo, os responsáveis pelo show são as produtoras Lua Eventos e Tranze Mkt. Promocional. Os preços dos ingressos ainda não estão definidos.

Dos mais distintos grupos do rap mainstream, o Black Eyed Peas difere-se bastante de seus pares ao cantar sobre temas como amor e festa e por se apresentar com uma banda em seus shows.

"Isso dá uma energia maior às canções. Além disso, hoje em dia todo mundo tem computador e pode fazer música, e elas quase sempre soam iguais", disse por telefone, à Folha, a vocalista do quarteto californiano, Fergie, na ocasião do lançamento do terceiro CD do grupo, "Elephunk".

O disco contém "Where Is the Love?", o maior sucesso até agora do Black Eyed Peas. A música é uma parceria com o fenômeno pop Justin Timberlake e foi tocada ao vivo no último Grammy.


Fergie (vocalista)
"Nunca imaginamos que faríamos esse sucesso todo", diz Fergie. "As pessoas ouviam no rádio a música que fizemos com Justin e depois compraram o álbum."
Fergie aposta e defende a quebra das fronteiras entre o rap e outros gêneros, como o rock e a eletrônica. "O Aerosmith e o Run DMC tocaram juntos há 20 anos. O rap vem se misturando há algum tempo. E há outros elementos aparecendo."

Escoltado pelo enorme sucesso tanto nas paradas como nos clubes e nos comerciais de TV, o rap é a música do momento, mas não é, afirma Fergie, música de moda. A cultura do hip hop, com suas ideologias, danças e grafites, diz ela, veio para ficar.

"O hip hop nasceu no gueto, com os DJs e os dançarinos de break, e vem crescendo desde então. As pessoas aprenderam a apreciá-lo. No Japão, mesmo não sabendo falar nenhuma palavra em inglês, os jovens vivem dizendo `yo`... É uma cultura que hoje está em todos os lugares."

Clipping e edição: Redação RadioDJ.com.br / Fonte: Folha/Thiago Ney - Imagens: VH1)
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